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23 de jun. de 2026

Entre Nós Diário 14 | Cuidar da natureza e fortalecer laços

No sábado, dia 20/06, tivemos o MutEco do Caetés, uma atividade anual voltada à conscientização ambiental. O clima na sede estava bem fresco, e, como de costume, iniciamos o dia com a cerimônia de bandeira antes de seguirmos a programação preparada pelos chefes.

As atividades deste MutEco foram conduzidas por dois novos chefes do grupo, — que manjam muito de biologia. O Chefe João iniciou com uma apresentação ilustrada muito interessante sobre animais peçonhentos e venenosos, abordando a importância desses animais para o equilíbrio do meio ambiente, seus predadores e diversas curiosidades sobre espécies como gambás, serpentes, aranhas, roedores e peixes. Um dos pontos mais legais foi a demonstração de exemplares reais de peixes conservados em recipientes de amostra, o que deixou a explicação ainda mais rica e dinâmica.

Em seguida, a Chefe Xai realizou uma atividade prática sobre o ciclo da água e sua importância para a vida no planeta. Após a explicação, cada participante montou seu próprio terrário utilizando os vidros trazidos de casa. Foi um momento bastante criativo e descontraído, e como eu e o Eduardo — pioneiro — decidimos montar nossos terrários na horizontal, tivemos a ideia de construir um suporte de taquara para deixá-los posicionados corretamente.

Após o lanche, encerramos oficialmente a atividade escoteira. Ainda houve uma exposição de trabalhos artesanais produzidos pelos lobinhos até às 18h, demonstrando também a criatividade dos ramos mais novos do grupo.

Como nós, da tropa sênior, já havíamos combinado, seguimos para uma confraternização na casa do Chefe Júnior em comemoração ao Dia do Sênior, que foi naquela mesma semana. Foi um momento de muita integração: jogamos jogos de tabuleiro, conversamos, comemos pizza, falamos sobre atividades futuras e ainda conhecemos algumas das trezentas coleções dos chefes, que renderam boas conversas e curiosidades.

Essa atividade mostrou que o escotismo vai muito além de técnicas e desafios. Aprender sobre a natureza nos ajuda a compreender melhor nosso papel no mundo, enquanto momentos de convivência como a confraternização fortalecem os laços que tornam o grupo uma verdadeira segunda família.

Por Lorenzo Ferraz - Sênior da Tropa Charruas  

15 de jun. de 2026

Entre Nós Diário 13 | Preparação e integração

No dia 13/06, tivemos mais uma atividade na sede. O clima estava levemente fresco, mas bastante agradável para as atividades ao ar livre. Como de costume, começamos com a cerimônia de bandeira e logo seguimos para a programação preparada pelos chefes.

A primeira atividade foi realizada em conjunto com os pioneiros. Após um breve aquecimento, participamos de uma competição de território, que proporcionou bastante movimento e integração entre os participantes. Foi uma atividade simples, mas divertida.

Em seguida, passamos para uma atividade envolvendo arremesso de bolas de tênis. Foram realizadas diversas variações da dinâmica, o que manteve a atividade interessante e permitiu que todos participassem de maneiras diferentes. O foco estava na coordenação, na adaptação às mudanças das regras e na cooperação entre os participantes.

Mais tarde, o chefe pediu para mim e para o Luiz verificarmos uma das barracas da tropa, já que teremos um acampamento no final do mês. Montamos e desmontamos a barraca para conferir se estava tudo em ordem, não encontramos nenhum problema. Foi uma tarefa simples, mas importante para garantir que estaremos preparados para as próximas atividades externas.

Depois disso, seguimos para o lanche, que estava muito bom. Como ainda restava um tempo antes do encerramento, aproveitamos para conversar e passar um momento mais tranquilo em grupo. Por fim, realizamos a cerimônia de encerramento e guardamos os materiais, concluindo mais uma atividade.

Mesmo sendo uma reunião mais simples, ela mostrou a importância da preparação e da organização dentro do escotismo. Além disso, os momentos de integração e convivência reforçam os laços entre os membros do grupo, tornando cada atividade uma oportunidade de aprender, cooperar e fortalecer amizades.

Por Lorenzo Ferraz - Sênior da Tropa Charruas 

9 de jun. de 2026

Entre Nós Diário 12 | Estar preparado

No sábado, dia 06/06, tivemos mais uma atividade normal na sede, das 14h às 17h. O clima estava ensolarado e agradável, daqueles dias em que dá para aproveitar a atividade ao ar livre apenas de camisa. Antes mesmo de chegar à sede, porém, tivemos um pequeno imprevisto: eu havia combinado de ir de bicicleta com uma turma, mas o pneu de uma das bicicletas furou no caminho. Acabamos chegando cerca de vinte minutos atrasados, mas os chefes foram compreensivos com a situação.

Ao chegarmos, participamos de uma atividade quebra-gelo em formato de competição entre patrulhas e clãs. O desafio consistia em utilizar cordas para retirar um espeque de dentro de uma garrafa e levá-lo até outra sem deixá-lo cair. Foi uma atividade simples, mas que exigiu coordenação, estratégia e trabalho em equipe. Um detalhe curioso desse sábado foi a grande presença de pioneiros, algo pouco comum em nosso grupo. Inclusive, havia mais pioneiros do que seniores participando da atividade.

Após o quebra-gelo, seguimos para a atividade principal, proposta pela pioneira Raissa. Ela apresentou diversos conteúdos relacionados aos primeiros socorros, explicando procedimentos tanto na teoria quanto na prática. A atividade contou com a nossa participação, tornando o aprendizado mais dinâmico e interessante. Foi um momento bastante produtivo, já que conhecimentos de primeiros socorros podem ser úteis em diversas situações dentro e fora do escotismo, e concluindo itens de progressão.

Mais tarde, o lanche foi bolinhos fritos preparados pelos escoteiros, que estavam realizando atividades de fogo de chão. Depois disso, seguimos para a cerimônia de encerramento, concluindo mais uma tarde de aprendizado e convivência.

Apesar de ter sido uma atividade simples, foi muito produtiva, ela reforçou a importância de estar preparado para ajudar outras pessoas quando necessário. Além disso, mostrou como o conhecimento compartilhado entre diferentes ramos do grupo pode enriquecer a experiência de todos.

Por Lorenzo Ferraz - Sênior da Tropa Charruas 

2 de jun. de 2026

Entre Nós Diário 11 | Uma tarde simples, mas cheia de boas conversas

No sábado, dia 30/05, tivemos mais uma atividade na sede, das 14h às 17h como normalmente. Foi uma tarde bastante tranquila para a tropa sênior, já que a programação nos permitiu realizar uma atividade mais leve, focada na convivência e nas conversas entre os membros da tropa. A proposta foi preparar um chocolate quente em fogo de chão, e cada integrante contribuiu trazendo algum ingrediente para a receita — com algum ingrediente especial 🐜...

Logo após a bandeira, como de costume, cada um assumiu uma função. Eu fiquei responsável por organizar o local e buscar a lenha para o fogo — sou o lenhador. Enquanto o foguista cuidava da fogueira, os cozinheiros preparavam o chocolate quente. O clima da atividade foi muito agradável, com bastante conversa e momentos de integração. Como estava de boa, aproveitamos pra observar as atividades dos outros ramos, os escoteiros — e os pios 😹 — estavam treinando amarras.

Quando o chocolate finalmente ficou pronto, nos servimos e aproveitamos. Depois disso, realizamos dois itens de progressão que eu havia sugerido ao chefe. Os debates foram bastante interessantes e abordaram temas como idolatria, torcidas organizadas, política e os limites entre admiração, participação e comportamentos que podem se tornar prejudiciais para a sociedade. Foi uma conversa respeitosa e reflexiva, que permitiu diferentes pontos de vista e gerou poucas boas discussões.

Mais tarde seguimos para o lanche, que estava muito bom, com pão, molho — amassemo a maionese da chefe. Em seguida, participamos da cerimônia de encerramento, que ocorreu normalmente, encerrando mais uma atividade de forma tranquila e produtiva.

Apesar de simples, essa foi uma atividade que mostrou como o escotismo também é feito de momentos de convivência e reflexão. Nem sempre é necessário enfrentar grandes desafios ou realizar atividades complexas para aprender algo novo. Às vezes, uma roda de conversa, um chocolate quente compartilhado e um bom debate são suficientes para fortalecer os laços da tropa e ampliar nossa forma de enxergar diferentes assuntos.

Por Lorenzo Ferraz - Sênior da Tropa Charruas 

25 de mai. de 2026

Entre Nós Diário 10 | Levando o escotismo para além da sede

No sábado, dia 23/05, tivemos uma atividade nacional diferente, a Educação Escoteira. O objetivo da atividade é apresentar o escotismo para a comunidade, mostrando na prática como funciona o movimento e o que ele representa. Como a execução da atividade era opcional do nosso grupo, escolhemos realizar essa ação na Praça Cícero, transformando o espaço em uma grande demonstração escoteira aberta ao público.

Como a atividade exigia bastante estrutura fora da sede, a preparação teve de começar cedo. Alguns escoteiros e seniores foram chamados pelos chefes para ajudar, e eu participei dessa parte. Às 8h30 fomos cortar e recolher taquaras para as pioneirias. O clima estava frio no início da manhã, mas agradável ao longo do dia. Depois disso seguimos para a praça, onde começamos a montar o acampamento de demonstração: barracas, portal, demarcação de campo, pioneirias e as bases das atividades.

Na hora do almoço, tivemos um lanche muito bom que foi proporcionado pelo grupo e preparado pela Chefe Mia, e aproveitamos esse momento para conversar antes do início oficial da programação. A atividade principal aconteceu das 14h às 18h. Após o hasteamento das bandeiras, nos dividimos em quatro patilhões — cujo fui monitor de um — para conduzir as bases e receber os visitantes. A proposta era convidar pessoas de fora para participar das atividades, tanto conhecidos quanto pessoas que estavam passando pela praça ou que viram a divulgação nas redes sociais, — Eu em particular consegui convidar duas pessoas para conhecerem o grupo.

As bases foram divertidas e variadas. Tivemos pebolim humano, jogos com copos, orientação com bússola, slackline e uma atividade de procura de lenços em formato de jogo da velha. Além das brincadeiras e desafios, também mostramos aos visitantes como funciona o grupo, explicando as atividades, os ramos e a proposta do escotismo. No final, compartilhamos frutas e suco antes do arriamento das bandeiras. O encerramento foi um momento bonito, marcado pelo grito do grupo e das patrulhas.

No geral, acredito que conseguimos cumprir o principal objetivo da atividade: mostrar para as pessoas o que realmente é o escotismo. Mais do que apresentar jogos ou estruturas, conseguimos demonstrar união, organização, cooperação e o espírito do movimento escoteiro. E, pelo interesse demonstrado por algumas pessoas, acredito que muitos ainda voltarão para participar conosco nas próximas atividades.

Por Lorenzo Ferraz - Sênior da Tropa Charruas

19 de mai. de 2026

Entre Nós Diário 09 | Aprender com o passado

No sábado, dia 16/05, tivemos mais uma atividade normal na sede, em uma tarde com um sol agradável mas um clima muito frio. Logo na chegada já tivemos uma novidade, uma escoteira do grupo escoteiro Nenguiru, de Cerro Largo, veio nos visitar e participar das atividades conosco. Além disso, também tivemos a presença de uma adolescente visitante na tropa sênior, conhecendo o funcionamento do ramo e participando da experiência pela primeira vez.

Após a cerimônia de bandeira, fomos para um espaço ao ar livre, onde nos sentamos e começamos com uma canção escoteira. A principal atividade da tarde foi proposta pelo chefe Junior e envolvia um item de progressão relacionado às mochilas utilizadas em acampamentos e jornadas. Conversamos sobre quais modelos utilizar, formas de organização e preparação adequada para diferentes situações. Foi uma atividade muito útil e bem explicada, que nos ajudou bastante na parte prática do escotismo.

Como ainda tínhamos tempo, o Chefe também aproveitou para falar sobre Baden-Powell e a história do escotismo. Acabou sendo uma conversa muito interessante, não apenas sobre fatos históricos, mas também sobre os valores e ideias que deram origem ao movimento escoteiro. Depois disso, fomos convidados pelos escoteiros para participar de um bastão elétrico, e a atividade foi muito massa. Fizemos duas rodadas, com bastante força e integração entre todos.

Mais tarde, fomos para o lanche e, antes do encerramento, ainda aproveitamos um tempo para continuar organizando o canto de patrulha, descartando materiais desnecessários e deixando o espaço mais funcional. No geral, foi uma atividade simples, mas muito completa, misturando aprendizado técnico, integração e reflexão sobre a própria história do escotismo.

Por Lorenzo Ferraz - Sênior da Tropa Charruas  

12 de mai. de 2026

Entre Nós Diário 08 | Organização também é aventura

No sábado, dia 09/05, tivemos mais uma atividade na sede, das 14h às 17h. O clima estava beem frio, mas com um sol agradável durante a tarde. Para nós, da tropa sênior, a atividade foi focada na organização da caixa de patrulha, é algo simples à primeira vista, mas é muito importante para o funcionamento da nossa tropa.

Começamos pegando as caixas e discutindo como poderíamos organizar melhor os materiais. Conversamos sobre trocar uma das caixas por outra mais prática, decidimos o que deveria ficar em cada uma e separamos item por item. Também aproveitamos para descartar materiais que não serviam mais, organizar alguns objetos em potes e conferir os prazos de validade do que tínhamos guardado. Enquanto parte do pessoal cuidava da louça, eu e outros membros limpamos as próprias caixas, e fiquei responsável por levar os panos para lavar em casa.

Depois do trabalho concluído, fomos para o lanche. Como era aniversário de uma lobinha, acabamos comemorando juntos, e o lanche teve cachorro-quente e bolo — que estavam muuito bons. Para finalizar a atividade, nós da tropa sênior assinamos nossos nomes na caixa de patrulha usando facas, como uma "tradição" da caixa de patrulha.

Mesmo sendo uma atividade mais simples e tranquila, ela mostrou como organização e cuidado fazem diferença dentro da patrulha. Muitas vezes, atividades assim passam despercebidas, mas são elas que ajudam o grupo a funcionar melhor.

Por Lorenzo Ferraz - Sênior da Tropa Charruas   

8 de mai. de 2026

Entre Nós Diário 07 | Construindo mais do que acampamento (Parte 2)

Após a janta, seguimos para a atividade noturna, o percurso de Gilwell. O frio intenso e a escuridão deixaram o desafio ainda mais difícil, e por isso tivemos bastante dificuldade para encontrar os pontos durante o trajeto. Conseguimos localizar poucos deles e, como já estava ficando muito tarde, a patrulha decidiu retornar ao acampamento. Apesar da temperatura baixa, a noite foi tranquila e conseguimos dormir bem.

Na manhã seguinte, acordamos por volta das 8h. Ainda fazia bastante frio, mas logo depois o sol começou a aparecer, deixando o clima mais agradável. Em seguida, participamos de uma atividade espiritual conduzida pela Chefe Bruna, que falou sobre a importância de pedir ajuda para lidar com problemas pessoais. A reflexão mostrava que, por mais difícil que seja procurar apoio, enfrentar as dificuldades junto de alguém sempre torna tudo mais leve.

Depois da atividade espiritual, retornamos ao percurso de Gilwell para tentar concluir o desafio durante o dia. Com mais visibilidade e organização, conseguimos completar o percurso. Só então seguimos para o almoço chique preparado pelos chefes, que por sinal estava muuuito bom.

Após a refeição, iniciamos a desmontagem do campo, organizando os materiais, limpando o local e levando tudo de volta para os carros antes do retorno para casa.

Esse acampamento foi mais do que apenas um final de semana fora da sede. Entre atividades simples, momentos engraçados, desafios no frio e até a construção de uma ponte improvisada, ficou evidente como o escotismo desenvolve iniciativa, cooperação e convivência. Além disso, momentos como a reflexão espiritual mostraram que o movimento não trabalha apenas habilidades práticas, mas também questões humanas importantes, como apoio, confiança e união. No final, experiências assim acabam fortalecendo não só a patrulha, mas também cada pessoa individualmente.

Por Lorenzo Ferraz - Sênior da Tropa Charruas  

5 de mai. de 2026

Entre Nós Diário 06 | Construindo mais do que acampamento (Parte 1)

No dia 02/05, iniciamos mais um acampamento de 1 pernoite, com início às 8h40 em uma propriedade mais afastada, seguindo até a manhã do dia 03/05. Assim que chegamos, descarregamos os materiais e formamos para a cerimônia de bandeira. Em seguida, começamos a montagem de campo: limpeza do local, organização dos espaços, montagem das barracas e preparação do fogo — tudo dentro do padrão.

Com o campo estruturado, partimos para o almoço, que foi arroz com calabresa — apesar de eu ter “roubado” um pouco da galinhada dos chefes. Depois da refeição, tivemos um tempo de integração. Aproveitei para procurar uma banderola — para minha futura patrulha — junto com o Chefe Júnior e a Chefe Bruna, eles até acharam uma, mas eu deixei pra procurar a minha de novo depois. Ao retornar, participamos de algumas atividades simples; uma delas foi a criação de um boneco, fizemos um de palha, — a “Morgana” —, que rendeu bons momentos e um divertimento para o grupo.

Um ponto interessante do acampamento foi a disposição dos espaços, o acampamento dos chefes ficava ao lado do nosso, separado apenas por um pequeno córrego. Para atravessar, era necessário dar uma volta considerável. A partir disso, tive a ideia de construir uma ponte. Trabalhei nisso com o Chefe Rodrigo ao longo do dia, e o resultado ficou muito bom — encurtou bastante o trajeto e facilitou a circulação entre os espaços.

Encerrando essa primeira parte do dia, iniciamos a preparação da janta, que foi salchipão. O Luiz assou, e ainda depois, fizemos um chocolate quente, porque taava frio. No geral, foi um momento simples, mas muito bem aproveitado, mantendo o clima de integração e colaboração entre todos.

Por Lorenzo Ferraz - Sênior da Tropa Charruas 

30 de abr. de 2026

Entre Nós Diário 05 | Acantonamento celebrativo, liderar e cooperar (Parte 2)

E então chegou a hora do fogo de conselho — tivemos que fazer com uma lâmpada —. Os chefes nos organizaram e, já em um clima noturno, seguimos em fila indiana até formar a roda. Dessa vez, o fogo teve um diferencial: a alcateia foi convidada a participar, o que tornou o momento ainda mais especial. Eles apresentaram um poema incrível, e em seguida, apresentaram as tropas que começaram com as esquetes todas muito divertidas, algumas até com um toque de ironia. No final, fizemos a canção da despedida enquanto começava uma leve garoa, o que trouxe um clima ainda mais marcante para o momento.

Depois disso, retornamos ao pavilhão e tivemos um tempo livre para nos organizarmos para dormir. Aproveitei esse tempo junto com a guia Emilly para fazer uma escultura de argila, relacionada a um item de progressão, além de conversar um pouco com os chefes antes de descansar.

Na manhã seguinte, acordamos às 7h, tomamos café e seguimos para uma atividade de espiritualidade conduzida pela Chefe Nani. Durante esse momento, ela destacou como as palavras têm peso na vida das pessoas, reforçando a importância de pensar antes de falar. Após isso, fizemos uma pequena jornada até a sede para o encerramento.

Chegando lá, formamos uma meia-lua para a cerimônia final, onde foi anunciado o patilhão vencedor das atividades. A cerimônia já estava sendo marcante, mas ainda guardava uma surpresa: a escoteira Isa conquistou a Lis de Ouro. A homenagem foi inesperada tanto para ela quanto para o restante do grupo, o que tornou o momento ainda mais emocionante. Houve discursos dos chefes e dela também, fechando com muita emoção. Em seguida, arriamos as bandeiras, fizemos o grito do grupo e encerramos as atividades às 11h30.

Esse acampamento foi mais do que uma simples comemoração. Foi uma demonstração da importância da união de um grupo como um todo, dando espaço para que diferentes pessoas assumam responsabilidades e desenvolvam liderança. Também reforçou a motivação e o propósito de buscar evolução constante, seja através de especialidades, insígnias ou distintivos.

Como escoteiro — e com o que aprendi nesse acantonamento, — falo que, o que transforma uma pessoa não são suas conquistas, é o caminho percorrido.

Por Lorenzo Ferraz - Sênior da Tropa Charruas

27 de abr. de 2026

Entre Nós Diário 04 | Acantonamento celebrativo, liderar e cooperar (Parte 1)

No dia 25, participei do acampamento/acantonamento em comemoração aos 89 anos do nosso grupo. Chegamos por volta das 9h25 no parque de exposições da cidade, e às 10h já estávamos formados para a cerimônia de bandeira, dando início oficial às atividades. Enquanto nós, do ramo sênior, tivemos uma conversa com os chefes sobre um item de progressão, os escoteiros participaram de atividades de cooperação com o Chefe Coca — eu até tentei ajudar, mas a tropa escoteira não é fácil rsrs — e os lobinhos seguiram com sua própria programação.

Após o almoço, a programação ganhou ainda mais movimento. Fomos divididos em cinco “patilhões”, e eu fiquei responsável como monitor de um deles. A partir daí começaram as atividades principais, todas voltadas para cooperação, criatividade e raciocínio. Tivemos desafios como construir um troféu usando pioneiria e elementos da natureza, andar com o pé atado ao de um companheiro, procurar itens específicos no ambiente, registrar momentos com fotos, organizar acontecimentos do nosso grupo em ordem cronológica e até decifrar códigos para encontrar chaves de cadeados, achei bem interessante as atividades.

Durante essas atividades, tentei ao máximo organizar meu patilhão, distribuindo tarefas de acordo com a capacidade de cada um. Nem tudo foi perfeito — alguns eram mais agitados e dificultavam um pouco a organização — mas ainda assim consegui fazer com que todos participassem de alguma forma. Foi uma experiência interessante de liderança, exigindo PACIÊNCIA, adaptação e controle da situação.

Mais tarde, retornamos ao pavilhão para o lanche. Fizemos uma oração, participamos de uma reflexão sobre os 89 anos do grupo Caetés, tiramos fotos e aproveitamos esse momento mais tranquilo. Depois disso, tivemos tempo livre: alguns foram tomar banho, — tomei na casa do Ch. Júnior pra poupar tempo rsrs — jogamos vôlei, colocamos música, e o clima geral foi de integração entre todos...

 Por Lorenzo Ferraz - Sênior da Tropa Charruas

7 de abr. de 2026

Entre Nós Diário 03 | Aprender e, hoje, ensinar


Com o feriado de Páscoa, não tivemos atividade nesta semana. Ainda assim, foi uma boa oportunidade para refletir sobre minha trajetória no escotismo, principalmente sobre a época em que eu fazia parte da tropa escoteira.

Quando entrei, eu era muito tímido. Com o tempo, a tropa foi me ajudando a me soltar e a me socializar mais. Mesmo sendo mais fechado no início, eu sempre gostei de ajudar as pessoas, e foi dentro do escotismo que comecei a me incentivar a fazer isso com mais frequência, tentando incluir quem precisava e participando mais ativamente do grupo.

Um dos pontos que mais me marcaram foi perceber como, nos momentos em que eu não estava bem durante acampamentos, principalmente no começo da minha jornada, os chefes sempre buscavam me incluir. Isso fez muita diferença pra mim. Hoje, estando no ramo sênior, vejo que tenho essa mesma liberdade de fazer pelos outros aquilo que fizeram por mim: incluir, apoiar e ajudar quem precisa.

Ao longo do tempo, vivi muitas situações engraçadas e também difíceis, mas no geral todas contribuíram de forma positiva. A principal mudança que percebo de quando eu era escoteiro para agora é que antes eu aprendia, e hoje também estou aprendendo a ensinar. Isso trouxe mais responsabilidade e uma nova forma de enxergar meu papel dentro da patrulha.

Refletindo sobre tudo isso, fica claro o quanto essa fase foi importante na minha vida. O escotismo me mostrou que família não é só de sangue, é também construída através de convivência, apoio e companheirismo. E isso é algo que eu levo comigo até hoje. 

Na tropa escoteira, eu entendi que família não é só quem nasce com você, mas quem caminha ao seu lado.

Por Lorenzo Ferraz - Sênior da Tropa Charruas 

31 de mar. de 2026

Entre Nós Diário 02 | Aprender, ensinar e evoluir

No último encontro, iniciamos as atividades às 14h na sede, em um dia de muito sol. A proposta principal foi um treino de nós, algo essencial dentro do escotismo, especialmente no ramo sênior. Durante a atividade, também aproveitei um momento para ajudar na sede, dando uma nova pintura na estátua da flor de lis, símbolo importante para todos nós. As atividades foram encerradas por volta das 16h20, e logo após houve uma reunião com os pais, onde os chefes apresentaram as normas anuais e o calendário do grupo.

Durante o treino, os chefes ensinaram nós como o catau, o balso pelo seio e a boca de lobo. A dinâmica foi simples, mas muito eficiente: quem aprendia um nó, logo ensinava para outro companheiro da patrulha. Isso fez com que a atividade não fosse apenas técnica, mas também colaborativa, fortalecendo o trabalho em equipe e o companheirismo entre todos.

No geral, foi uma atividade sem grandes imprevistos, mas com muito valor no aprendizado. Saber diferentes tipos de nós é uma habilidade fundamental no escotismo, e essa prática mostrou como o ensino entre os próprios membros pode ser muito eficaz. Foi uma experiência positiva, que reforçou a importância de aprender, mas também de compartilhar conhecimento, algo que vai muito além das atividades e se aplica diretamente na vida.

Por Lorenzo Ferraz - Sênior da Tropa Charruas  

23 de mar. de 2026

Entre Nós Diário 01 | Integração, improviso e comida mateira

No dia 21/03/2026, nossa patrulha se reuniu na sede em uma atividade que começou às 14h e seguiu até às 21h. O encontro teve dois focos principais: a produção do mural da patrulha e um treino de comida mateira orientado pelos chefes. Durante a tarde, também organizamos os encargos da patrulha, deixando mais claro o papel de cada um dentro do grupo.

Mesmo sendo uma atividade tranquila no geral, tivemos alguns momentos inesperados, como a preparação de um toldo por conta da chuva que ia e voltava ao longo do dia. No final, o maior desafio acabou sendo desmontar o campo debaixo de chuva, exigindo organização e rapidez de todos. Também tivemos momentos marcantes, como quando dois ovos acabaram explodindo no fogo e quando, de forma até meio cômica, adicionamos um “tempero especial” à massa do pão, um pouco de terra e formiga.

Apesar disso, a atividade trouxe muito aprendizado. Aprendemos a preparar pão de caçador, abóbora recheada e charuto de carne enrolado com folha de couve. Mais do que as técnicas, o que ficou foi a experiência de trabalhar em equipe, onde cada um cumpriu seu encargo corretamente. Foi uma atividade muito positiva para a integração da patrulha, reforçando valores como disciplina, cooperação e responsabilidade.

Por Lorenzo Ferraz - Sênior da Tropa Charruas