Logo após a bandeira, como de costume, cada um assumiu uma função. Eu fiquei responsável por organizar o local e buscar a lenha para o fogo — sou o lenhador. Enquanto o foguista cuidava da fogueira, os cozinheiros preparavam o chocolate quente. O clima da atividade foi muito agradável, com bastante conversa e momentos de integração. Como estava de boa, aproveitamos pra observar as atividades dos outros ramos, os escoteiros — e os pios 😹 — estavam treinando amarras.
Quando o chocolate finalmente ficou pronto, nos servimos e aproveitamos. Depois disso, realizamos dois itens de progressão que eu havia sugerido ao chefe. Os debates foram bastante interessantes e abordaram temas como idolatria, torcidas organizadas, política e os limites entre admiração, participação e comportamentos que podem se tornar prejudiciais para a sociedade. Foi uma conversa respeitosa e reflexiva, que permitiu diferentes pontos de vista e gerou poucas boas discussões.
Mais tarde seguimos para o lanche, que estava muito bom, com pão, molho — amassemo a maionese da chefe. Em seguida, participamos da cerimônia de encerramento, que ocorreu normalmente, encerrando mais uma atividade de forma tranquila e produtiva.
Apesar de simples, essa foi uma atividade que mostrou como o escotismo também é feito de momentos de convivência e reflexão. Nem sempre é necessário enfrentar grandes desafios ou realizar atividades complexas para aprender algo novo. Às vezes, uma roda de conversa, um chocolate quente compartilhado e um bom debate são suficientes para fortalecer os laços da tropa e ampliar nossa forma de enxergar diferentes assuntos.
Por Lorenzo Ferraz - Sênior da Tropa Charruas

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