7 de mai. de 2026

Uma conquista construída com esforço e espírito escoteiro

No último fim de semana, durante as comemorações dos 89 anos do Grupo Escoteiro Caetés, um momento especial emocionou jovens, chefes, familiares e todos os presentes. A escoteira Isabella Neves Limana conquistou a tão sonhada Lis de Ouro, a maior distinção do Ramo Escoteiro dentro do Movimento Escoteiro. A revelação aconteceu de forma surpreendente e cheia de emoção, durante a cerimônia de encerramento da atividade, quando a chefe Nani iniciou a leitura de uma carta misteriosa sobre desafios, perseverança e conquistas, preparando o ambiente para aquele instante inesquecível.

Para quem não conhece o Movimento Escoteiro, a Lis de Ouro representa o grau máximo que um jovem pode alcançar no Ramo Escoteiro, faixa etária dos 11 aos 14 anos. A conquista exige anos de dedicação, participação em atividades, noites de acampamento, progressões pessoais, especialidades, insígnias e, acima de tudo, vivência verdadeira dos valores escoteiros, como liderança, responsabilidade, amizade, serviço ao próximo e trabalho em equipe. Além de cumprir diversos requisitos técnicos e educativos, o jovem precisa ser reconhecido pela chefia e pela Corte de Honra de sua tropa como alguém que realmente vive os princípios do escotismo em seu dia a dia.

Quando seu nome foi anunciado, Isa, como é carinhosamente chamada no grupo, não conseguiu conter a emoção. Em uma surpresa preparada com muito carinho, seus pais estavam presentes e participaram daquele momento tão aguardado. Entre lágrimas, abraços e muitos sorrisos, a chefia destacou sua linda trajetória dentro do grupo, marcada por dedicação, crescimento, esforço e comprometimento. O chefe Coca, a chefe Cláudia e outros membros da chefia fizeram questão de demonstrar o orgulho por sua caminhada, enquanto colegas e familiares celebravam juntos essa importante conquista.

Ao fazer uso da palavra, Isabella agradeceu emocionada aos chefes, colegas de tropa e sua família, reconhecendo que ninguém conquista algo tão grande sozinho. Também destacou o peso e a responsabilidade de carregar a Lis de Ouro, compreendendo a importância desse distintivo dentro do Movimento Escoteiro. Para o Grupo Escoteiro Caetés, este momento ficará marcado na memória como uma das mais belas conquistas de sua história recente, celebrando não apenas uma insígnia, mas o crescimento de uma jovem que soube viver intensamente os valores do escotismo e servir sempre da melhor forma possível.

5 de mai. de 2026

Entre Nós Diário 06 | Construindo mais do que acampamento (Parte 1)

No dia 02/05, iniciamos mais um acampamento de 1 pernoite, com início às 8h40 em uma propriedade mais afastada, seguindo até a manhã do dia 03/05. Assim que chegamos, descarregamos os materiais e formamos para a cerimônia de bandeira. Em seguida, começamos a montagem de campo: limpeza do local, organização dos espaços, montagem das barracas e preparação do fogo — tudo dentro do padrão.

Com o campo estruturado, partimos para o almoço, que foi arroz com calabresa — apesar de eu ter “roubado” um pouco da galinhada dos chefes. Depois da refeição, tivemos um tempo de integração. Aproveitei para procurar uma banderola — para minha futura patrulha — junto com o Chefe Júnior e a Chefe Bruna, eles até acharam uma, mas eu deixei pra procurar a minha de novo depois. Ao retornar, participamos de algumas atividades simples; uma delas foi a criação de um boneco, fizemos um de palha, — a “Morgana” —, que rendeu bons momentos e um divertimento para o grupo.

Um ponto interessante do acampamento foi a disposição dos espaços, o acampamento dos chefes ficava ao lado do nosso, separado apenas por um pequeno córrego. Para atravessar, era necessário dar uma volta considerável. A partir disso, tive a ideia de construir uma ponte. Trabalhei nisso com o Chefe Rodrigo ao longo do dia, e o resultado ficou muito bom — encurtou bastante o trajeto e facilitou a circulação entre os espaços.

Encerrando essa primeira parte do dia, iniciamos a preparação da janta, que foi salchipão. O Luiz assou, e ainda depois, fizemos um chocolate quente, porque taava frio. No geral, foi um momento simples, mas muito bem aproveitado, mantendo o clima de integração e colaboração entre todos.

Por Lorenzo Ferraz - Sênior da Tropa Charruas 

4 de mai. de 2026

3º Desafio Noturno Charruas, Integração, Desafio e Superação.

No último final de semana, dias 02 e 03 de maio de 2026, ocorreu, na propriedade do casal Beto e Rose, a 9 km de São Luiz Gonzaga pela RS-168, o 3º Desafio Noturno Charruas, um acampamento da Tropa Sênior/Guia Charruas em sua essência mais raiz.

Às 8h da manhã de sábado, os jovens da tropa e a chefia reuniram-se na casa do chefe Rodrigo para saída ao local. O deslocamento ocorreu com veículos da chefia e de pais de apoio. Às 8h30min, todos chegaram à estrada de acesso, de onde iniciaram uma jornada com mochilas até o ponto de acampamento. A estrada estava embarrada, aumentando a dificuldade, mas a previsão indicava tempo firme e frio, condições ideais para uma vivência rústica.

Ao chegar ao acampamento, foi realizada a cerimônia da Bandeira, oficializando a abertura das atividades. Em seguida, os jovens foram liberados para a montagem do campo. Enquanto o chefe Rodrigo e a chefe Junara assessoravam na organização e estrutura da cozinha, os chefes Junior e Bruna saíram para montar o percurso de Gilwell, que seria o desafio noturno.

Neste dia também foi apresentado e assumido o compromisso com o novo Grito de Tropa, um marco importante na construção da identidade do grupo:

Líder: Nação
Todos: CHARRUAS!
Líder: Tropa
Todos: SÊNIOR
Líder: Nação
Todos: CHARRUAS!
Líder: Tropa
Todos: GUIA

(Todos pulando...)
Caça, ataca, impõe o seu valor,
não tem medo da morte, a tropa é o próprio terror!
Tropa Sênior tá ativa, tropa Sênior é demais!
Tropa Sênior foi a cavalo, foi caçar o Satanás!
O pampa é minha casa, somos Charruas Caetés,
quem mexe com a tropa vai sentir a força dos Pajés!

Seguindo o dia, os jovens iniciaram o preparo do almoço. A cozinheira Emilly recebeu orientações do chefe Rodrigo, enquanto o sênior Lorenzo construía uma ponte de acesso ao acampamento da chefia e os demais montavam suas barracas.

Após o almoço, todos se reuniram na Bandeira para uma série de desafios, alinhados com a ênfase do ciclo, Integração. No primeiro desafio, deveriam levantar-se sem tocar o chão com as mãos, utilizando apenas uma taquara. Foi necessária estratégia e organização, e ao final conseguiram cumprir a tarefa com sucesso.

O segundo desafio consistia em percorrer o caminho até o acampamento em fila, vendados. O submonitor não podia falar, apenas guiar com toques nos ombros, repassados pela patrulha até a monitora. Após alguns percalços, chegaram ao destino.
Outro desafio envolvia desatar um nó coletivo sem soltar as mãos, o que também foi superado, demonstrando evolução na confiança e cooperação.


O último desafio, e talvez o mais criativo, foi a criação de um novo integrante da patrulha. Utilizando elementos naturais como palhas, galhos, sisal, flores e “olhos” de coco de ovelha, surgiu Morgana, uma personagem peculiar que rapidamente foi adotada pelo grupo, rendendo muitas risadas.

A tarde seguiu ao redor das fogueiras, com conversas e momentos de aprendizado, incluindo a demonstração de diferentes tipos de fogueira e suas utilidades. Após o lanche, o grupo explorou a mata local, uma floresta ciliar às margens do Rio Pirajú, que estava alto e turvo devido às chuvas recentes.

Ao anoitecer, foi preparado um churrasco com salchão e o clássico “PL”, pão com linguiça. Também deixaram pronto um chocolate quente para o retorno do desafio noturno.

Às 20h, a patrulha foi reunida para orientações sobre bússola, mapa, azimute e contagem de passos. Em seguida, todos se deslocaram até o ponto inicial, a ponte sobre o Rio Pirajú, para iniciar a Pista de Orientação com Percurso de Gilwell, de aproximadamente 2 km.

A noite estava clara, iluminada por uma bela lua cheia. A dificuldade era alta, mesmo de dia o percurso já exige bastante técnica. Os jovens avançaram bem, mas em determinado ponto encontraram dificuldades e, conforme combinado, retornaram ao acampamento.

Ao redor do fogo, compartilharam erros, aprendizados e vivências, acompanhados de marshmallows e chocolate quente. Em seguida, refletiram sobre o item 39 da progressão, discutindo o significado da Lei e Promessa Escoteiras e sua aplicação no dia a dia. Foi um momento profundo e participativo.

A noite foi fria, com temperatura chegando a 8°C. Pela manhã, às 7h30min, os jovens já buscavam calor junto à fogueira. Foi realizado um café comunitário, aproveitando sobras de carne com ovos para preparar uma omelete, acompanhada de pão e café.

Após o café, retornaram ao ponto onde haviam parado na noite anterior e concluíram o percurso de orientação, desta vez sem dificuldades, com apoio das explicações da chefia. O trajeto finalizava em uma casa abandonada, de aspecto “macabro”, que acabou sendo explorada com entusiasmo.

De volta ao acampamento, a chefe Bruna conduziu um momento de espiritualidade ao redor do fogo. Os jovens representaram suas dificuldades com nós, compartilharam sentimentos e, ao desatá-los, simbolizaram superações. Foi um momento intenso, fortalecendo vínculos e encerrando o ciclo de integração.

O encerramento contou com um delicioso galeto com arroz e maionese, preparados pela chefe Junara, pelo chefe Rodrigo e com o importante apoio do auxiliar Joca.

Após a Bandeira final, às 13h30min, ficaram os agradecimentos, a energia renovada e o entusiasmo para o restante do ano.

A Tropa Charruas agradece ao casal Beto e Rose pela cedência do espaço, à Diretoria do Grupo Caetés pelo apoio, aos jovens pela dedicação e espírito de equipe, e à chefia, que não mediu esforços para proporcionar uma atividade verdadeiramente raiz, repleta de integração e alegria.

Sempre Alerta!