No dia 21 de março de 2026, a sede do Grupo Escoteiro Caetés foi palco de uma atividade especial da Tropa Sênior Charruas: o Bivaque de Comida Mateira. A proposta partiu dos próprios jovens e teve como objetivo principal trabalhar a ênfase do ciclo, que neste período é a integração entre os membros da tropa.
A atividade teve início às 14h com a cerimônia geral da Bandeira do grupo. Durante o horário normal das atividades, os jovens participaram de alongamento, organizaram o Mural das Tropas, realizaram reunião para distribuição dos encargos de patrulha e iniciaram a preparação do espaço onde seria realizada a atividade mateira. Após o encerramento oficial, a tropa permaneceu na sede para dar continuidade ao trabalho, aprimorando os encargos, montando um toldo, construindo uma pioneiria de médio porte, uma mesa de preparos, cavar o local para a fogueira e sair em busca de lenha.
Com a chegada da noite, a fogueira já estava acesa e uma trempe havia sido montada para receber as receitas planejadas. A ideia era preparar quatro pratos: abóbora recheada, pão à caçador, charutinho de couve e ovo no espeto. Apesar de o tempo não ter sido suficiente para concluir todas as receitas, a experiência foi extremamente rica e divertida para todos.
O chefe Rodrigo reuniu os jovens e apresentou o preparo da abóbora cabotiá. Ele retirou o interior da abóbora e, em uma panela separada, preparou o recheio com cebola, calabresa e temperos. Foi explicado também que, em uma situação mateira real, é possível improvisar utilizando latinhas, papel-alumínio ou até mesmo revestindo a abóbora com barro, que seca na fogueira e facilita a remoção depois do preparo. Após o recheio ser colocado, a abóbora foi envolvida em papel-alumínio e levada ao braseiro.

Na sequência, o chefe Junior ensinou a receita do charutinho de couve. A carne moída foi temperada e enrolada nas folhas, e cada jovem preparou a sua própria porção antes de colocá-la na trempe para assar. Um dos momentos mais marcantes da noite aconteceu quando a chefe Bruna mostrou como fazer o pão à caçador. Durante o preparo, os jovens decidiram, em tom de brincadeira, “temperar” a massa com um pouco de terra e até uma formiga, arrancando muitas risadas e tornando o clima ainda mais descontraído.

Ao longo da noite, todos puderam saborear o resultado das receitas. Alguns imprevistos aconteceram, como a abóbora que acabou se desmanchando e precisou ser salva em uma panela, além de dois ovos que estouraram durante o preparo, gerando mais momentos de surpresa e diversão. No final da atividade, depois de tudo organizado e recolhido, ficou o sentimento de que a integração realmente aconteceu. Mais do que aprender técnicas mateiras, os jovens viveram momentos de união, amizade e espírito de equipe.
Sempre Alerta!