4 de mai. de 2026

3º Desafio Noturno Charruas, Integração, Desafio e Superação.

No último final de semana, dias 02 e 03 de maio de 2026, ocorreu, na propriedade do casal Beto e Rose, a 9 km de São Luiz Gonzaga pela RS-168, o 3º Desafio Noturno Charruas, um acampamento da Tropa Sênior/Guia Charruas em sua essência mais raiz.

Às 8h da manhã de sábado, os jovens da tropa e a chefia reuniram-se na casa do chefe Rodrigo para saída ao local. O deslocamento ocorreu com veículos da chefia e de pais de apoio. Às 8h30min, todos chegaram à estrada de acesso, de onde iniciaram uma jornada com mochilas até o ponto de acampamento. A estrada estava embarrada, aumentando a dificuldade, mas a previsão indicava tempo firme e frio, condições ideais para uma vivência rústica.

Ao chegar ao acampamento, foi realizada a cerimônia da Bandeira, oficializando a abertura das atividades. Em seguida, os jovens foram liberados para a montagem do campo. Enquanto o chefe Rodrigo e a chefe Junara assessoravam na organização e estrutura da cozinha, os chefes Junior e Bruna saíram para montar o percurso de Gilwell, que seria o desafio noturno.

Neste dia também foi apresentado e assumido o compromisso com o novo Grito de Tropa, um marco importante na construção da identidade do grupo:

Líder: Nação
Todos: CHARRUAS!
Líder: Tropa
Todos: SÊNIOR
Líder: Nação
Todos: CHARRUAS!
Líder: Tropa
Todos: GUIA

(Todos pulando...)
Caça, ataca, impõe o seu valor,
não tem medo da morte, a tropa é o próprio terror!
Tropa Sênior tá ativa, tropa Sênior é demais!
Tropa Sênior foi a cavalo, foi caçar o Satanás!
O pampa é minha casa, somos Charruas Caetés,
quem mexe com a tropa vai sentir a força dos Pajés!

Seguindo o dia, os jovens iniciaram o preparo do almoço. A cozinheira Emilly recebeu orientações do chefe Rodrigo, enquanto o sênior Lorenzo construía uma ponte de acesso ao acampamento da chefia e os demais montavam suas barracas.

Após o almoço, todos se reuniram na Bandeira para uma série de desafios, alinhados com a ênfase do ciclo, Integração. No primeiro desafio, deveriam levantar-se sem tocar o chão com as mãos, utilizando apenas uma taquara. Foi necessária estratégia e organização, e ao final conseguiram cumprir a tarefa com sucesso.

O segundo desafio consistia em percorrer o caminho até o acampamento em fila, vendados. O submonitor não podia falar, apenas guiar com toques nos ombros, repassados pela patrulha até a monitora. Após alguns percalços, chegaram ao destino.
Outro desafio envolvia desatar um nó coletivo sem soltar as mãos, o que também foi superado, demonstrando evolução na confiança e cooperação.


O último desafio, e talvez o mais criativo, foi a criação de um novo integrante da patrulha. Utilizando elementos naturais como palhas, galhos, sisal, flores e “olhos” de coco de ovelha, surgiu Morgana, uma personagem peculiar que rapidamente foi adotada pelo grupo, rendendo muitas risadas.

A tarde seguiu ao redor das fogueiras, com conversas e momentos de aprendizado, incluindo a demonstração de diferentes tipos de fogueira e suas utilidades. Após o lanche, o grupo explorou a mata local, uma floresta ciliar às margens do Rio Pirajú, que estava alto e turvo devido às chuvas recentes.

Ao anoitecer, foi preparado um churrasco com salchão e o clássico “PL”, pão com linguiça. Também deixaram pronto um chocolate quente para o retorno do desafio noturno.

Às 20h, a patrulha foi reunida para orientações sobre bússola, mapa, azimute e contagem de passos. Em seguida, todos se deslocaram até o ponto inicial, a ponte sobre o Rio Pirajú, para iniciar a Pista de Orientação com Percurso de Gilwell, de aproximadamente 2 km.

A noite estava clara, iluminada por uma bela lua cheia. A dificuldade era alta, mesmo de dia o percurso já exige bastante técnica. Os jovens avançaram bem, mas em determinado ponto encontraram dificuldades e, conforme combinado, retornaram ao acampamento.

Ao redor do fogo, compartilharam erros, aprendizados e vivências, acompanhados de marshmallows e chocolate quente. Em seguida, refletiram sobre o item 39 da progressão, discutindo o significado da Lei e Promessa Escoteiras e sua aplicação no dia a dia. Foi um momento profundo e participativo.

A noite foi fria, com temperatura chegando a 8°C. Pela manhã, às 7h30min, os jovens já buscavam calor junto à fogueira. Foi realizado um café comunitário, aproveitando sobras de carne com ovos para preparar uma omelete, acompanhada de pão e café.

Após o café, retornaram ao ponto onde haviam parado na noite anterior e concluíram o percurso de orientação, desta vez sem dificuldades, com apoio das explicações da chefia. O trajeto finalizava em uma casa abandonada, de aspecto “macabro”, que acabou sendo explorada com entusiasmo.

De volta ao acampamento, a chefe Bruna conduziu um momento de espiritualidade ao redor do fogo. Os jovens representaram suas dificuldades com nós, compartilharam sentimentos e, ao desatá-los, simbolizaram superações. Foi um momento intenso, fortalecendo vínculos e encerrando o ciclo de integração.

O encerramento contou com um delicioso galeto com arroz e maionese, preparados pela chefe Junara, pelo chefe Rodrigo e com o importante apoio do auxiliar Joca.

Após a Bandeira final, às 13h30min, ficaram os agradecimentos, a energia renovada e o entusiasmo para o restante do ano.

A Tropa Charruas agradece ao casal Beto e Rose pela cedência do espaço, à Diretoria do Grupo Caetés pelo apoio, aos jovens pela dedicação e espírito de equipe, e à chefia, que não mediu esforços para proporcionar uma atividade verdadeiramente raiz, repleta de integração e alegria.

Sempre Alerta!

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