Falar do movimento escoteiro na minha vida é falar da minha infância até a fase adulta. Vivi a emoção e a aventura em todos os ramos e encerrei minha trajetória em 2002, como chefe escoteiro no G.E. Caetés.
As atividades na sede eram incríveis, um mundo totalmente novo. Jogos, nós, amarras, técnicas de acampamento... Tudo despertava curiosidade e entusiasmo.
E os acampamentos, então? Tinham uma magia única. Arrumar a mochila, montar as barracas, preparar a caixa de patrulha e o cardápio, era tanta expectativa que a semana antes do acampamento passava voando.
Teve acampamento com chuva, outros com muito frio. Lembro de um em que o gelo na grama só derreteu depois das 10h da manhã. Mas tudo isso era parte do tesouro da experiência. Achávamos tudo maravilhoso e sempre ficava aquele desejo de “quero mais”. O espírito de equipe que vivíamos era algo que eu não encontrava em nenhuma outra atividade fora do escotismo.
O Escotismo me ensinou muito, e como chefe tentei ensinar o pouco que sabia, de forma simples, com boas conversas e muitas risadas. Tenho certeza de que o movimento escoteiro me ajudou a ser o adulto que sou hoje.
Um tempo atrás, recebi mensagens de antigos jovens, hoje adultos, dizendo o quanto fui importante na vida deles como um “amigo mais velho”. Sempre procurei ser exatamente isso quando estava à frente do grupo. Saber que pude colaborar com o crescimento e a formação de pessoas do bem me deixou profundamente feliz.
Guardo muitas lembranças boas do movimento escoteiro e do G.E. Caetés: das amizades, das histórias e dos aprendizados. Estarei sempre, de coração, junto a vocês. E termino com uma frase clássica, mas muito verdadeira: “Tente deixar o mundo melhor do que o encontrou.” - Baden-Powell.”

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